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CASO NARDONI - QUESTIONAMENTO INTELIGENTE
OLÁ HELENA O Direito, como a Medicina, não sendo ciências exatas, nos desafiam sempre, posto que o ser humano é ele, suas diferenças individuais e suas circunstâncias. Neste caso, o clima emocional entorpeceu a todos, cada qual com seus respeitáveis sentimentos e interações com a realidade e seus conteúdos inconscientes contaminados pela mídia que já tinha uma sentença pronta para os acusados. A postura correta do magistrado seria suspender o julgamento, dissolver o conselho de sentença (juri popular) por este ter perdido a soberania prevista na Constituição da República, condição inafastável para um pronunciamento do chamado juri popular. Estávamos diante de condição reais de falta de mínimos requisitos jurídicos para ser produzido um veredito, uma decisão isenta. Todos nós estávamos em estado de perplexidade. Eu atuei muito no tribunal do Juri, e sempre respeitei a condição dos jurados. Neste caso, eu teria suscitado ao Juiz, diante do choro convulsivo de uma jurada e seu efeito nos demais, que qualquer decisão estava definitavamente invalidada por esta e múltiplas razões. Os Jurados não podem se comunicar entre si para não influenciar a decisão do outro. Comunicação, querida Helena, você sabe, não se faz só com palavras, uma emoção externada por um jurado contamina a todos. É caso de nulidade, com previsão legal para tal circunstância. Sim. o Juiz teria autoridade legal para decidir nos limites de sua legitimidade para tal. Adiar o julgamento, dissolver o conselho de sentença e convocar outro, desaforar o processo. Não poderia, entretanto. pronunciar uma sentença substitutiva à decisão do conselho de sentença. Aos jurados, como nós, pessoas do povo, se realmente "soberanos", caberia fazê-lo. A revista Veja, de forma irresponsável, tenta enganar o publico dizendo que a menina, agora, "poderia descansar em paz". Mais um engodo da midia marrom que, antes de informar, confunde o cidadão comum. Se a infeliz menina, e nós mesmos, dependêssemos de tal midia caça-níqueis para "descansarmos em paz", jamais teríamos tal descanso. Beijos e desculpe a verborragia. A culpada é você que fez a pergunta mais inteligente de todas que me vieram sobre este caso.
Escrito por poliver às 18h53
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DESCASO NARDONI
Caso Nardoni. Este Juri perdeu a soberania constitucional para se pronunciar sobre o processo. Sem conhecer os autos, e evitando assistir a esse espetáculo tribal que a mídia nos proporciona, eu diria que este julgamento já está eivado de nulidade, seja qual for a decisão dos jurados. Os atos jurídicos devem estar isentos de coação, incitação, simulação, fraude, princípios elementares de direito que aprendemos nos primeiros estudos acadêmicos. Manifestantes uivam na porta do tribunal, pedindo a condenação dos réus. O defensor destes, foi chutado, cuspido, e corre risco de vida. o que retira a condiçao emocional mínima do causídico para uma plena atuação técnica . A OAB, omite-se, como sempre voltada aos seus interesses de ter uma vaguinha nos quintos dos tribunais. Os jurados igualmente, não estão a salvo da coação da imprensa que, por sua vez, induziu o público a se manifestar no sentido da condenação do infeliz casal. Estão ameaçados de linchamento, o que torna evidente que a mesma ameaça, por via de consequência, paira sobre os jurados, caso absolvam os réus. Estes já estão dilacerados emocionalmente sem condição de prestarem depoimento e praticarem atos inerentes a um julgamento popular. Os jurados, intimidados e atônitos, choram, em um verdeiro massacre a que estão submetidos sabendo que não voltarão ilesos aos seus lares, caso inocentem os acusados. Laudos médicos, requisitados pelo Juiz, atestam isto. Se o magistrado fosse um homem de coragem e de conhecimento dos princípios magnos do Direito, já teria suspendido o julgamento, por falta de requisitos mínimos, até de natureza constitucional (soberania do juri) para uma decisão. Qualquer que seja o resultado deste infeliz espetáculo integrado por incompetentes e pusilânimes atores, temos um dos maiores índices de inconstitucionalidade por minuto já praticado em toda a história do Juri popular. Um vexame, uma teratologia sem precedentes na história do Tribunal do Juri.
Escrito por poliver às 00h29
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PHARES BILIO UM PROFISSIONAL COM BRILHO E BRIO
Phares Bílio, um profissional com brilho e brio Meus primeiros anos na Companhia Nacional de Álcalis foram nos últimos anos sessenta. Phares era chefe do Departamento de Administração e eu, seu assistente administrativo. Engenheiro competente, prestigiado pelos seus colegas, pela sua liderança, capacidade de trabalho e correção profissional, Phares desempenhava funções de administrador de uma empresa que, com muitos percalços, lutava para se implantar em Arraial do Cabo, então, uma ignota e carente colônia de pescadores. Fui parar ali, depois de me incompatibilizar totalmente com a carreira militar naval e pela necessidade de afirmação profissional em momento crucial de minha vida. Os nativos nos eram hostis e as condições infra-estruturais do lugar, áridas, embora, por isto mesmo, os salários fossem compensadores. Nos fins de semana viajávamos para Niterói em desconfortáveis papafilas que nos massacravam em longas quatro horas de viagem. Havia a Sede, toda poderosa, na cidade do Rio de Janeiro, apenas para os privilegiados. Havia tudo por fazer, inclusive no campo administrativo, Phares ousou dar efetividade a dispositivos específicos das leis trabalhistas, instituindo um setor de prevenção de acidentes no trabalho. Nomeou uma pessoa capacitada para tocar o projeto. O profissional promoveu um diagnóstico das condições de risco acidentário e elaborou um circunstanciado relatório a respeito da situação na denominada RCM, (Residência de Construção e Montagem"). Como o quadro era caótico, Phares encaminhou o documento para o superintendente da RCM que o direcionou para a Diretoria no Rio. Aquilo chegou como uma bomba na Sede e, ao contrário de surtir a resposta e providências que a situação ensejava, houve melindres por parte de um Diretor cuja área foi mais retratada no criterioso levantamento efetuado. Tanto bastou para que o citado Diretor exarasse um despacho no processo, nos seguintes termos: "Falece ao signatário deste relatório competência para julgar os atos desta Diretoria". E o inacreditável, uma recomendação de advertência ao autor do insimilar trabalho preventivo. Evidente que se tratava de um Diretor totalmente ignorante das regras de prevenção de acidentes, além de desconhecer o preceito administrativo elementar da transversabilidade hierárquica, em razão da especialização dos diversos setores. Ainda hoje muitos dirigentes não aprenderam tal norma de gestão eficaz. Phares era uma pessoa discreta, não jogava conversa fora, e eu, à epoca, uma pessoa muito introvertida o que resultava numa convivência amistosa, cooperativa, porém sem diálogos de ordem estritamente pessoal. Um certo dia eu notei que ele esvaziava as gavetas, retirando seus pertences. Era uma sexta feira e eu já estava prestes a tomar o papafila para Niterói, quando ele me ofereceu uma carona no seu velho Citroen importado. Fui com ele. Um pesado e constrangedor silêncio nos acompanhou por toda a viagem. Ao chegar às barcas, Phares se despediu de mim, agradecendo a minha colaboração e informando que estava deixando a empresa. Atônito apertei sua mão e me dirigi à "estação da Cantareira". Nunca mais o vi ou soube dos seus percursos. Na semana seguinte tudo ficou mais claro para mim, embora eu já suspeitasse das razões de sua atitude. Phares se negara a advertir o seu auxiliar, embora o Superintendente instasse neste sentido, em servil obediência à desastrada e inepta decisão do Diretor. Phares era um profissional brilhante e brioso. Lamento até hoje, não lhe ter dito, ao lhe apertar a mão, no momento da lacônica despedida, o quanto eu e muitos outros assim o consideravam.
Escrito por poliver às 12h11
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ESTATURAS
DE GAULLE E JS MARTINS Meu caro amigo Já lancei um contraponto a um artigo deste jornalista e pretendia não mais contestá-lo. Fica difícil, porque ele enviesa muito seu olhar pelo retrovisor do lado esquerdo e comenta a história com uma exacerbada contaminação ideológica. Prefiro esta leitura de seus artigos do que imaginar uma ignorância, de sua parte, quanto à realidade transata e a atual. Neste artigo, (*)por exemplo, ele se insurge contra as precauções que são tomadas pelas autoridades, para preservar a vida dos passageiros e prevenir atentados de fanáticos que proliferam no mundo inteiro. Há notícias de que a Al-Qaeda vem treinando jovens para atacar aviões. Há poucos dias, soubemos daquele caso de Detroit. Se o Sr. J.S. Martins tivesse perdido um ente querido nas "torres gêmeas", não sei se escreveria um artigo ingênuo como este. Logo depois da segunda guerra mundial, como se sabe, o problema francês com a Argélia ficou bastante mais dramático. O grande (em estatura física, moral e estratégica), DE GAULLE, passou a ser alvo do terrorismo, de pequena parte do exército francês, que não aceitava a autodeterminação argelina. A ordem era assassiná-lo a qualquer preço. Os militares e autoridades francesas leais a DE GAULLE, montaram uma estratégia de defesa do grande líder da segunda guerra mundial. Graças ao competente trabalho preventivo, o presidente francês conseguiu morrer, como queria, alguns anos depois, em seu retiro, Colombey-les-deux-eglises, sepultado, também, como pediu, em cerimônia modesta, sem honras militares ou de chefe de Estado e com um simples epitáfio: "Charles de Gaulle (1890-1970)". Um enterro de aldeia. Seu desejo foi rigorosamente cumprido, mas depois, promoveram uma monumental e inolvidável missa solene na deslumbrante Catedral Notre Dame de Paris, em sua memória. Logo após a missa, dezenas de milhares de parisienses percorreram, em silêncio, a avenida dos Campos Elísios, o mesmo caminho por onde De Gaulle desfilara, havia mais de 25 anos, quanda da libertação de Paris. O novo presidente da França, Georges Pompidou, declarou, dando voz ao sentimento de milhões de franceses: "A França está viúva". Depois de sua grande contribuição para livrar o mundo dos nazistas e dos fascistas, DE GAULLE ainda teve que enfrentar os comunistas que o hostilizaram, em seu último governo, até o desespero. Estou certo que tem conhecimento destes fatos históricos. Não sei, entretanto, se viu o filme "O DIA DO CHACAL" que mostra de maneira muito próxima da verdade histórica, tal ameaça e a excelência das medidas protetivas ao então presidente DE GAULLE. Caso não tenha visto, recomendo-o, pois é também um passeio por Paris, permitindo mitigar nossas saudades daquela bela cidade. Quando lá estive, entre outros momentos de intensa emoção, tentava advinhar onde os gigantescos e honrados passos do invulgar líder, sulcaram as pedras daquela eterna avenida.Abrs.
Escrito por poliver às 13h42
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Querida Letícia Concordância plena. Desde pequenos somos submetidos a padrões, paradigmas, parâmetros. Apontam-nos trilhos e não trilhas. Muitas vezes, os próprios pais, desejando o melhor para seus filhos, incorrem em tal equívoco. A Escola com seus modelos pedagógicos ultrapassados que não acompanham as mudanças do mundo (Internet, por exemplo) acabam por inibir a expontaneidade dos alunos, engessando funções relevantes de nossa mente, como a intuição, criatividade, as parapsicológicas e outras que refogem ao modelo cartesiano que lhes é imposto. Já houve um tempo absurdo em que era obrigatório escrever com a mão direita, e muitas crianças eram castigadas e compelidas a "escrever corretamente". Os danos que tal procedimento acarretavam e a compreensão das funções cerebrais fizeram cessar tal violência. Outras ainda são cometidas, em nome de pedagogias de efeito duvidoso, e os avanços, neste domínio, seguem muito lentamente ainda. Quando eu lecionava em cursos vestibulares recomendava aos alunos que, ante a folha em branco, onde deveriam desenvolver um tema,com prazo limitado, escrevessem qualquer coisa que lhes viesse à cabeça. Isto tinha o efeito psicológico de evitar o famoso "branco" nos momentos de prova. Além disto, a área verbal do cérebro é estimulada e a redação acabava "decolando" e atendendo ao motivo redacional suscitado. Lembro que os alunos me diziam que, na hora da prova, lhes vinham à mente as minhas palavras "escrevam qualquer coisa", e a partir desta sugestão, acabavam por desenvolver o texto e superar aquela fase dos exames. Tal pode ocorrer com aqueles que, como nós, gostam de se expressar através da verbodinâmica. Funciona com a gente também. Quantas vezes, perplexos diante do desafio da tela em branco, acabamos por encontrar as palavras primeiras e a seguir desenvolver o nosso texto. Não sou um deles, mas quantos gênios da música, da pintura, da literatura e tantas outras artes, criaram obras imortais e sublimes, exatamente porque romperam com paradigmas, com modelos e estilos padronizados. A vida é curta mas não precisa ser estreita. Trilhas e não trilhos. Com meu carinho e admiração, desejo um domingo luminoso para você.
Escrito por poliver às 14h41
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VIVÊNCIAS
"Escrever, não posso. Ninguém pode. É preciso dizer: não se pode. E se escreve." (M.Duras) QUERIDA LOU Acabei de ler o relato de suas vivências. Depois, o velho dilema. Fingir que não fomos tocados, que não nos interessamos por elas. Afinal, são as suas vivências... A estática, ante a estética e estóica narrativa? O escape é impossível, mas e a inibição ante seguir trilhas verbais já tão sulcadas? A impressão de que tudo já foi dito... Vem a rendição emocional e com esta, tentativas de descobrir a palavra, a frase a digitar e até o gesto que provocaria a identificação com os seus precursos, percursos e percalços. Sim, porque como diz Pedro Nava, "a vida de todo ser humano é dramática", cada um de nós temos interfaces existenciais. É aí então que voluteiam à minha volta, meus fantasmas favoritos, minhas lembranças mais gratas de um tempo transato, do qual foi protagonista, também, "a normalista linda (IE-RJ) que não podia casar ainda, só depois de se formar..." veto proclamado pelo cancioneiro popular da época. O diletante da ópera se socorre, então, deste gênero e vê nas reluzentes fotos da sua família, belas walquírias wagnerianas, heroínas nórdicas, e começa a cantarolar alguns temas. Até porque rir, cantarolar e manter somente os bons pensamentos no inevitável rebobinar das cenas da vida na mente humana, são, como bem diz você, um verdadeiro arsenal terapêutico para manter hígido o nosso sistema imunológico. E se não bastasse, ainda há os fichários vivos do inconsciente a cujos estudos tanto se dedicaram os gênios Freud e Jung. O retrato dos seus pais, foto aparentemente silenciosa, soa, entretanto, um diálogo pleno de amor, como nos românticos duetos operísticos, a suscitar no ficcionista (ficcionista?) a narrativa de um lírico encontro existencial seguido de uma gloriosa saga, de uma exuberante e prolífica existência que ficou essenciada nas imagens das formosas walquírias que não me canso de contemplar no site.
Escrito por poliver às 14h20
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BREVES VARIAÇÕES SOBRE O TEMA LUTO
Querida Letícia Em nossa existência temos precursos, percursos e percalços. O luto, ou os lutos de toda a espécie, se inserem nesta caminhada, inexoravelmente. Você encara tais transes da vida humana, com coragem, realismo, porém, sempre impregna seu texto de uma leveza que torna mais amena a sua leitura, como amenos são todos seus textos. São líricos, são poesias, músicas silenciosas que emanam da sua encantadora sensibilidade, prolífico manancial de enternecedora melodia escrita, a tecer um pentagrama harmonioso e revelar em nossa telinha uma personalidade exuberante. Falar do sol e do luto é abordar, com autenticidade intelectual, os ciclos imponderáveis da vida. Minha saudosa mãe me dizia sempre que quando eu nasci, nascia o sol e minha primeira noite neste "mundo velho sem porteira", (Érico Veríssimo) foi de céu muito azul e estrelado. Quando ela partiu para sempre, me lembrei daquelas suas palavras, só que quando lhe veio o ocaso existencial, também o sol se punha e logo um céu lutuoso foi o pálio de nosso primeira e triste noite sem ela. Um luto inevitável, seguido de saudades sempre presentes. Com carinho, Paulo Oliveira.
Escrito por poliver às 14h32
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ILUSÕES REAIS E VIRTUAIS
Na próxima postagem aqui, comentaremos como as ilusões da vida real foram carreadas para a Internet. A matéria discorrerá sobre os chamados livros de auto ajuda, sites de aconselhamento, músicas e textos de autorias enganosas, ou totalmente incompativeis tematicamente com os textos ou emails, fórmulas para melhorar a vida sexual, inclusive com o uso de perfumes continentes de feronômios, correntes que operam milagres ou punem os que ousam rompê-las, o relato do fenômeno do "bambu chinês" de autoria assumida por tantos, embora promane de texto milenar da China de Confúcio, a duvidosa ou relativa eficácia do uso de plantas, raízes, frutas, determinadas substâncias que operam milagres. Em respeito aos princípios constitucionais vigentes não abordarei uma das maiores enganações praticadas por algumas seitas ou religiões, ou seja, o próspero "mercado da salvação." Aguardo dez manifestações no segmento de "comentários", solicitando que eu desenvolva o tema. Assim que chegar o décimo comentário neste sentido, eu o farei. È apenas um teste de como está acesso ao meu blog.
Escrito por poliver às 14h23
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MANDAMENTOS DAS LEIS DE DEUS
È preciso ter muita honestidade intelectual para confessar. Afirmo, porém, que dos mandamentos das Leis Divinas eu só cumpro o segundo, o quarto, o quinto (até agora), o sétimo. o oitavo e o décimo. Conclui-se que sou trangressor contumaz de quatro mandamentos do divino decálogo. Haveria salvação para mim? Algum eventual, leitor, presumindo eu, que conheça tais mandamentos, poderia realizar uma autocrítica e postar aqui como está o seu cadastro lá nas Alturas? Em outra oportunidade me estenderei mais aqui sob o tema.
Escrito por poliver às 15h01
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O BAMBU CHINÊS
Recentemente fui solicitado a fazer uma saudação aos novos advogados que estariam recebendo as suas carteiras da OAB-RJ. Depois de improvisar algumas palavras, retirei do bolso um texto chamado "O Bambu Chinês" cujo autor desconheço, até porque deve ter origem milenar, como quase toda a filosofia que nos vem da China. Observo na internet que este texto é muito divulgado e muitos "assumem" a sua autoria. Aqui vai o texto. "Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada por quase cinco anos, exceto o lento desabrochar de um diminuto broto a partir do bulbo. Durante cinco anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, mas uma maciça e fibrosa estrutura de raiz que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída. Então, no final do quinto ano, o bambu chinês cresce até atingir a altura de vinte e cinco metros. Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês. Você trabalha, investe tempo e esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e às vezes não vê nada por semanas, meses e anos... Mas se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu quinto ano chegará, e com ele virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava. O bambu chinês nos ensina que não devemos facilmente desistir de nossos projetos, de nossos sonhos, especialmente em nosso trabalho, que é um projeto fabuloso que envolve mudanças de comportamento, de pensamento, de cultura e de sensibilização. Par não desistirmos diante das dificuldades, devemos ter sempre dois hábitos: persistência e paciência... pois todos nós merecemos alcançar os nossos sonhos. É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para curvar ao chão...como o bambu chinês." Ao texto, apenas acrescentei, ao final, como coda de uma sonata, as seguintes palavras: Eu não atingi, na profissão que iniciam hoje, as alturas do bambu chinês, mas me curvo aos que estão chegando!
Escrito por poliver às 16h03
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ÓRGÃOS COLOSSAIS
Um email continente de fantásticos órgãos, suscitaram lembranças do tempo em que andei os visitando na catedrais européias. Como se sabe, era o instrumento preferido de Johann Sebastian Bach, a meu ver, O Deus da Música. A sua orquestra tem raízes no órgão. Por terem jorrado daqueles tubos mágicos as suas maravilhosas composições, foi coroado o rei dos instrumentos. Bach nunca foi superado no manejo do órgão. Há até píadas dizendo que usou demais o órgão e por isto teve muitos filhos. Na verdade, os teve, cerca de doze, se não me falha a memória, porém as suas mais divinas criações, mesmo decorridos séculos e séculos, emocionam os ouvintes do mundo inteiro. Musicólogos afirmam que o orgão encerra todos os sons de uma orquestra. Penso que se Deus existe mesmo, o que é de difícil aceitação para um agnóstico sem passaporte para o Paraíso, Ele delegou a Bach a missão de difundir a música Divina na terra. É a música de Bach, em especial a Paixão Segundo São Matheus e a Paixão Segundo São João, que me transportam a um mundo místico repleto de anjos, arcanjos e outros dignitários do séquito deísta, cenário que eu vejo na emoção, mas que ainda não me veio ter à razão. Cessado o sortilégio do som mavioso do órgão e dos meus breves instantes de misticismo, volto às minhas incertezas ou se alguma certeza me acode é a da insignificante transitoriedade da vida e das dimensões humanas e terrenas. Voltemos, entretanto, aos órgãos, retratados no email/obra prima (como o hífen está proibido, uso agora a barra inclinada,,). Claro, fui a Roma e não vi o Papa, mas quem vai a Europa não pode deixar de ver órgãos. Refiro-me ao musical, claro. Sempre os admirava nas grandes catedrais. Numa memorável manhã de domingo, em Paris, na Catedral Notre Dame, no momento em que aquele gigantesco instrumento, acompanhado de fanfarras (muito comum nas catedrais européias) soou a Tocata e Fuga de Bach, senti um "frisson" em todo o corpo (ou teria sido na alma?) e tive a impressão de levitar no interior daquele colosso templário, numa experiência que me pareceu mística, religiosa mesmo. Logo depois, caminhando pelas ruas de Paris, vendo aquelas lindas, sensuais e elegantes francesas, depois diluídas, por algumas taças de vinho, as celebrações e cerebrações transcendentais, não mais tive dúvidas de que tudo não passara de um transe hipnótico, um deslumbramento estético. E o órgão que passou, então, a ser objeto de meus arrepios foi um outro, a demonstrar como o ser humano é extremado em suas "reações hipnóticas". Assim como a música de Richard Wagner, em razão de seu anti-semitismo, só recentemente foi tocada em Israel, a Igreja Católica não era receptiva à música de Bach porque ele era Luterano. Tanto Israel quanto a Igreja Católica acabaram por se curvar à música destes gênios. Tenho uma coleção de música sacra em DVD, gravadas nas mais belas catedrais no mundo onde se encontram alguns dos órgãos mostrados.
Escrito por poliver às 17h03
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LULA E O "DAY AFTER"
Meu modo de ver o quadro político vigente, coincide, em grande parte, com o do articulista. O fenômeno não é novo, porém. Lula é um fenômeno corriqueiro. Reflete a condição cultural, mental e emocional multitudinária. Já aconteceu antes com Getúlio Vargas, com Tito (Yugoslavia), o próprio Hitler (eleito, reeleito e apoiado pelo povão. E Nero, na Roma eterna, sempre, claro, observadas as dimensões socioculturais, politicas, conjunturais e temporais de cada caso. Lembro-me do Brasil, anos sessenta, houve matéria publicitaria que visava a educar o povo em relação a preservar as vias públicas de sujeira, lixo etc. Foi criada por um grande publicitário, uma figura grotesca, denominada, por ele próprio, SUGISMUNDO. Era uma caricatura de um sujeito sujo, maltrapilho, barbudo, moscas voejando em torno dele e uma garrafa de cachaça na mão. A matéria foi um retumbante fracasso, o povo se identificou com o "Sugismundo" e este virou o anti-heroi. Sugismundo foi a paixão nacional da época e, claro, não surtiu os efeitos colimados. Não vou falar da popularidade de Hitler na Alemanha Nazista, fenômeno bastante conhecido. Em outro passo e ideologia, Tito, o "csar' comunista da antiga Iugoslavia, que governou com mão de ferro incandescente o pais, manteve aquele mosaico cultural e religioso, impostado por longos anos. O seu féretro percorreu todo o país, o povo em prantos, nas margens da estrada, no mais impressionante cortejo fúnebre que já se viu na História. Depois, abriram-se os cárceres, câmaras de tortura, os cadafalsos e se devolveu à liberdade e à história, o que sobrou dos divergentes políticos. O resto e o rastro de sangue que irrigou o ódio naquele território é bastante conhecido; tudo é muito recente. Nero quis acabar com as atrocidades praticadas no Coliseo, pois, ele próprio, já estava nauseado daquilo. O povo se insurgiu contra a pretensão do imperador demente e este, para manter a popularidade, permitiu a continuação daqueles escarmentos, diversão domingueira dos romanos. A Argentina "peronista" teve a "Santa Evita" e depois se tentou cloná-la com a Izabelita, mas as forças armadas truncaram o projeto implantando uma atroz ditadura no país. Os tempos modernos revelam que louras consortes de presidentes "carismáticos", por terem o cérebro desabitado, não representam mais uma ameaça à democracia da américa latina. Cada polularidade tem os seus vieses ou seus diagramas de forças. No caso do Lula, embora, os sociólogos, politólogos, ideólogos e toda a gama de "logos' cientes ou inconscientes, vão engendrar enunciações acerca do fenômeno, vejo tudo dos altos e dos baixos dos meus cabelos grisalhos como algo muito simplório. Primeiro, claro, a consabida identificação de um povo inculto, analfabeto, carente, com escolaridade rasa, e sempre necessitado de um salvador. Ademais, uma demagógica e recorrente exposição pessoal e publicitária da errática e (auto) contraditória personagem, "nunca antes vista neste pais", nem mesmo na ditadura Vargas com seu famoso DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda). Gritei, até a afonia, o nome de Getúlio com uma bandeirinha do Brasil na mão pelas ruas de Caçapava sem saber direito porque o fazia ... A verba gasta hoje com a publicação da chamada "propaganda institucional" está, para quem quiser ver, em toda espécie de mídia, até nos canais que assinamos. O preço que estamos pagando, com impostos, para dar sustento a tudo isto, não é um fato conscientizado por todos, mas é um confisco geral. Os gravames da ingovernabilidade que iremos suportar depois, aliás, ponto fulcral do excelente artigo em comento, também vai ser tormentoso. Teremos que restaurar a independência dos tres poderes, Como fazê-lo? O próximo governante não se sustentará com o descalabro político, administrativo e institucional que se instalou, embora se diga que tudo vai bem. Não vai. Não, do ponto de vista Republicano. O Congresso está sob controle total do Poder Executivo, assim como o STF e o TSE. Recentemente foi nomeado o advogado das campanhas eleitorais de Lula para o STF. A mídia depende das verbas oficiais para sobreviver. O Lula e sua "entourage" pressionam os dirigentes das grandes empresas privadas que estão dando bons resultados, com os propósitos costumeiros: controle político-econômico e aparelhamento dos quadros dirigentes e funcionais. O povo vai votar nos mesmos políticos que aí estão. As preocupações do articulista são pertinentíssimas. Há uma grave crise se adensando. Sorte nossa, SMJ, se houver uma ruptura que nos permita a saída através de um novo movimento constituinte, reformulando a "paralelepípeda" Carta de 88 já desfigurada pelos pacotes de emendas. Não sei se resolve, mas eu tenho a cediça solução pronta. Para tocar o público, é preciso antes de tudo emoção, "mis-en-scéne" e lágrimas. E é neste momento que entra o papel fundamental das ferramentas audiovisuais modernas, com a delicada função de reproduzir emoções operísticas e de tornar virtual o espetáculo vivo, apoiando-se em tecnologias recentes, como a projeção de alta definição sobre tela gigante e o som digital. Se Hitler tivesse contado com tais recursos eu não estaria aqui digitando tais inuteis especulações. Ele, nos seus delíros oníricos ou nos estagios de vigília demente projetou um "novo' império ariano, por também mil anos. O poder é deformante das mentes, sejam as dos antigos e "divinos' imperadores e ditadores, até as dos modernos e, antes, humildes operarios.
Modelo de Lula não sobrevive sem ele, diz Vianna | O Brasil de hoje é a obra de um único político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e apenas uma peça de gênio consegue manter "fragmentos do moderno e do passado, da tradição republicana até setores que emergem na sociedade" no mesmo tecido social sem que ele se rompa. O problema é esse modelo sobreviver ao seu criador. "Sem Lula nada disso se aguenta", afirmou o cientista político Luiz Werneck Vianna ao Valor, na semana passada, quando participava do Encontro Nacional da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação (Anpocs), realizado em Caxambu. O ciclo de desenvolvimento sob Lula, ao contrário dos anteriores - de Getúlio Vargas (1930-1945 e 1950-1954), ou dos generais Emílio Garrastazu Médici e Ernesto Geisel (1969-1974 e 1974-1979) -, não está sob um regime autocrático, mas, de forma semelhante a esses períodos autoritários, tudo transita totalmente pelo Estado "e suas instituições (do Estado) usurpam o espaço da sociedade civil". O potencial destrutivo de um modelo que é baseado na ideia de convivência numa "comunidade fraterna", onde todas as demandas são consideradas legítimas e o Estado arbitra os ganhos de cada classe, é bastante alto. "O Lula está ameaçando a todos com sua atuação. Vamos entrar num conflito de todos contra todos depois do seu governo", disse o cientista político. Na sua avaliação, nem a candidata do presidente à sua sucessão, Dilma Rousseff (PT), nem qualquer outro postulante à Presidência, governista ou oposicionista, tem condições de manter essa conjunção de forças. E essa não é uma construção em que basta ter a ajuda de Lula nos bastidores: é necessário o seu protagonismo. "O modelo é de uma fragilidade espantosa. É uma peça de gênio que não permite que o autor descanse nunca", afirma. A figura invocada por Werneck Vianna é a do equilibrista que mantém os pratos sobre as varetas e tem que permanentemente girar as varetas para que os pratos não caiam. O estrago seria menor, segundo ele, se Lula assumisse outro papel, o de um "grande prestidigitador" que mantivesse um mínimo de contraditório na sociedade enquanto incorpora "políticas sociais de verdadeiro alcance". Isto é: se deixasse de nivelar interesses e conflitos de classe. O modelo Lula de desenvolvimento é produto de aproximação progressiva com a "tradição republicana brasileira", que admite "a prevalência do Estado, do público, como uma forma do todo subsumir as partes, definindo o destino das partes" e concebendo a sociedade como uma "comunidade". Nela, todos os interesses são legítimos, "inclusive os da alta burguesia, desde que cumpram uma agenda social". O exemplo é a pressão direta exercida pelo presidente Lula sobre o presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, com indicações de que obrigações a empresa deveria assumir. "O Estado tem o papel protagônico", afirma Werneck Vianna. Esse protagonismo não foi um cálculo, mas o produto de "acidentes e incidentes de percurso", ao final dos quais foram legitimadas e incorporadas "tradições de um repertório antes estigmatizado", como, por exemplo, o organismo sindical corporativo. O ciclo de desenvolvimento do governo Lula está sendo conduzido, portanto, sob uma tradição renegada não apenas pelo PT, mas pelo próprio PSDB, na constituição desses partidos, reabilitada na crise e mantida sob o gênio de Lula. "A luta política foi sendo trazida para dentro do Estado e tudo hoje é arbitrado por uma única pessoa. Só existe um político hoje no Brasil e ele se chama Luiz Inácio Lula da Silva", disse Werneck Vianna. Disso decorre que a política fica sem espaço na sociedade. O "triunfo da ordem burguesa" sob o governo Lula não foi prosaico, diz o cientista político, mas "grão-burguês". Recuperou funções do Estado tradicional - inclusive a de mediador da luta política - e símbolos do passado, como o do Brasil-Potência, que remetem ao nacional-populismo de Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek e ao nacional-desenvolvimentismo de Geisel. No caso do atual governo, "é uma nacional sem popular, abduzido pelo Estado", disse Werneck Vianna. "Do Bradesco, passando por Paulo Skaf e Blairo Maggi, indo para as grandes agências como Finep e CNPq, e terminando na massa de despossuídos desse país, todas essas forças passam pelo Estado - e são capilarmente articuladas pela intelectualidade, via Anpocs, ONGS, sindicatos etc", disse o cientista político. Para a esquerda, à qual ele se filia, é necessário fortalecer a esfera pública. "É preciso que os partidos políticos se autonomizem e construam uma esfera pública rica, mesmo que isso importe a desaceleração de algumas políticas", disse. |
Escrito por poliver às 13h53
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Lu(x)ciene, "Os verdadeiros prodígios são extremamente raros para que nos esqueçamos de assinalar quando temos a oportunidade de ver um...(Friedrich von Grimm) Seu blog é um dos 100 melhores? Para mim é o melhor dentre os que conheço. É um caleidoscópio encantado. Mosaico de idéias, cores, cultura, arquitetura, doçura. Um forno alquímico a me fornecer o pão diário que vem alimentando minha "anima". Já está incorporado a minha liturgia cotidiana. Leitura, deleite e meditação. Composição plena de musicalidade, scherzo, adagio, allegro vivace... Quanto aos conteúdos anímicos, que de forma tão graciosa você assinalou em seu nome, a propósito de sua luminosa existência,....fica por conta de nosso "fango originale"...rs. O que dizer então deste seu admirador geminiano? Deixo que Walt Whitman diga por mim: ..."eu me contradigo?...Eu contenho multidões." Sabendo ou não ele estava resumindo o temperamento dos nativos de Gêmeos. Mercúrio. Seu blog deixa um geminiano atordoado,,,Oh! Wotan, deus cruel,,,,rs. Beijos. PS.: Cecilia Bartolli é outra que muito me encanta. ----- Original Message ----- From: Sent: Sunday, October 11, 2009 12:33 AM Subject: Re: OLIMPIADAS-2016! DEUSES DO OLIMPO
Caríssimo amigo, Acabo de dar uma folheada em seu Blog! Detectei um talento fantástico com a pena, digo, com o teclado, rs. Vou conferir a indicação. Prefixo da luz? LUCIENE FERREIRA . Tudo está em nós, rs. Platão explica no mito da "Parelha de córceis". Apreciaste o artigo? Que bom. No próximo mês abordarei a questão das "Nymphés" (ninfetas/veladas). Vamos nos digitando. Beijos, lu. PS.: Já viste meu Blog? Foi eleito um dos 100 nelhores da Internet:
Escrito por poliver às 15h02
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OS ÚLTIMOS DIAS EM POMPÉIA
Estivemos, sim, lá. As lembranças me vêm um tanto desbotadas. Era um antigo sonho, da adolescência mesmo. Depois que assisti ao filme "Os últimos dias de Pompéia", ainda nos anos 50, fiquei impressionado cm o trágico desparecimento da bela cidade, sob as lavas do Vesúvio. Tantos anos depois, o menino que ainda estava em mim pôde ver, com os mesmos olhos arregalados lá do Cine Vitória, de Caçapava, o que restou da cidade. Por isto,foi muito emocionante caminhar por aquelas tristes ruínas. Impresssionante, entretanto, o estado de conservação de muitos templos, casas, bodegas e do "lupanare" local. Este a nos revelar que o sexo multifacetado, a pornografia, prostíbulos, não são mesmo resultados da propalada "decadência dos costumes" atuais. Atente-se (*) para o enorme falo, esculpido em alto relevo na pedra da estreita rua, indicando a direção do bordel. Neste ponto, ousaram mais que nós, nos dias modernos, Ja imaginou um pênis gigantesco a indicar aos turistas a direção dos prostíbulos cariocas ou daquele antigo de Angra dos Reis, tão conhecido de alguns? O dia estava frio e chuvoso, havia poucos turistas. Posei, em um anfiteatro daqueles, para uma foto representando um cantor de ópera emitindo um "dó de peito". O agudo, claro, não foi emitido, mas, para nossa surpresa ouvimos uma voz feminina saudar com um sonoro e entusiasmado "Bravo"!, a emissão da nota que chegou a ingressar da órbita do ar gelado daquela tarde. Como o milenar teatro de arena estava vazio, imaginei que fosse a alma de uma sobrivente da catástrofe a incentivar mais uma de minhas frustradas "vocações". Era uma simpática e solitária senhora brasileira que confraternizou conosco a partir dali. Interessante, como se encontram brasileiros por este "mundo velho sem porteira". Em Paris, no alto do Arco do Triunfo, conversamos com um casal, ele americano, ela brasileira que parecia mitigar, com aquele encontro, suas saudades do Brasil, Também, visitando as catacumbas romanas, na fila para ingressar naqueles sombrios labirintos, estavam conosco um jovem casal gaúcho em lua de mel. Fiquei a imaginar se aqueles tristes túmulos subterrâneos dos cristãos romanos fossem mesmo um lugar para celebrar uma lua de mel. No aeroporto de Paris conheci uma funcionária brasileira da Allitalia que residiu em um mesmo bairro do Rio de Janeiro, onde vivi parte de minha juventude. Nas escadarias da igreja San Giovanni Latrano em Roma, um conterrâneo, aposentado, vendia folhetos para turistas. Sempre digo que viagens são percursos e percalços. Anoitecia, Fomos a um restaurante da "moderna" Pompéia comer alguma coisa. O peixe servido tinha a parência de uma daquelas múmias que se veem por lá, retratadas aqui (*) Com sua aparência dramática e cinzenta parecia cozido pelas lavas do Vesúvio e lembrava aquelas espectrais imagens. O bom vinho e a onipresente pizza marguerita, entretanto, salvaram o malfadado jantar e nos garantiu a volta de carro a Roma, ao abrigo daquela gélida e chuvosa noite italiana. No silente retorno, com nosso condutor atento ao nevoeiro da estrada, eu repassava na mente o desespero dos habitantes da cidade tentanto escapar das lavas assassinas. Então me veio, com o sono que me assediava, a área de Verdi, Di quella pira, l´orrendo foco" (O horrendo fogo daquela pira). Dormi e, em sonho, emiti o famoso "dó de peito" que não me saiu da garganta no teatro de arena. Sonhos podem tudo. Estas foram as lembranças desbotadas que me ficaram de nossos últimos dias em Pompéia, sepultada no dia 24 de agosto de 79d.C e somente redescoberta em 1860 por Giuseppe Fiorelli, quase por acaso, ao utilizar um genial produto químico que dissolvia as camadas que a mantinham soterrada. Pompéia voltou à vida. Aqui, porém, deixo a História para os Historiadores.
Escrito por poliver às 14h54
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OS PSICOPATAS QUE ASSUSTARAM O MUNDO-I
"É por meio da juventude que começarei minha grande obra educacional. Nós os velhos, estamos gastos. Não Temos mais instintos selvagens. Mas minha esplêndida juventude! Nós temos uma das mais belas do mundo. Com eles, poderei construir um mundo novo! (Adolf Hitler) "A MAIS INSUPORTÁVEL TIRANIA É A DOS SUBALTERNOS"(BRETCH) A existência de psicopatas no mundo é mais uma triste realidade. Muitos são os acometidos de tal severa doença mental. É sabido que se convive com muitos deles, alguns até no seio de suas famílias á qual causam muitas aflições, pois ainda é tormentosa a terapia de tal grave transtorno psíquico. O grande problema, porém, é quando um desses doentes se torna "estadista". Ontem, assisti, na TV, a um documentário sobre a segunda grande guerra mundial. Parecia mesmo o Apocalipse. A dramática e decisiva invasão da Normandia pelos Aliados, certamente, mudou o curso da história da humanidade. O mais espantoso é como não se identificou,"prima facie", no perfil de Adolf Hitler a sua condição de psicopata. Quem observa atentamente tais documentários não tem dificulade em captar a exteriorização da doença no seu gestual rígido e estereotipado, em seus olhos esbugalhados flamejantes de ódio, sua voz raivosa de estranha sonoridade metálica e suas feições apopléticas; nas idéias de supremacia de uma "raça ariana" que "construiria um mundo novo", com a exterminação de seres inferiores "como os judeus, negros, ciganos, e deficientes físicos e mentais" (sic) A pergunta inevitável é: como pôde uma personalidade daquelas empolgar uma nação, além de seduzir pessoas no mundo inteiro, inclusive no Brasil, onde, sob o pálio da ditadura Vargas, se deu aquilo que a historiadora Ana Maria Dietrich chamou de o "Nazismo Tropical", com o recrutamento de jovens e até inocentes crianças a cantar em suas escolas, hinos nazistas com a saudação "Heil Hitler", de triste memória? Tenho uma resposta, existem tantas outras melhores, mas fico com uma bem simplista. Exaltar as massas e execrar, mesmo que de maneira impostada as elites,(mesmo que dela se benficiar). Constituíndo a sua própria elite, livres de qualquer vinculação programática, ideológica ou de simples normas de caráter ético. Integrantes dos quadros dirrigentes do movimento e do estado nacional-socialista apenas tinha que prestar contas de suas obrigações ao Fuhrer e, naturalmente, dentro da observância dos mandamentos do companheirismo, principios aliás que, não obstante todos os rancores internos, também é válido no âmbito de um sindicato de salteadores ou de uma súcia de transgressores, rotulada com um dístico que impressiona, em uma bandeira vermelha. Vale dizer, os déspostas revelam incontáveis nuances mas, nuclearmente, são todos iguais. O salvador carismático projeta-se acima de tododos os postuladodos do direito, colocando-se em pé de igualde com a vontade de um povo a que iludem, apresentando-se como a corporificação da própria vontade popular. Eis a receita de como instituir-se uma ditadura ou uma democracia de fachada duradouras.
Escrito por poliver às 14h07
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